Como surgiu a seringa?

Em tempos de coronavírus e começando a vacinação da população, surgem muitas dúvidas, principalmente sobre os equipamentos, como a seringa.

Algumas dessas dúvidas não são tão triviais e fazem referência a coisas que, às vezes, nem percebemos, por estarem tão integradas ao nosso meio, como é o caso da seringa!

Você já se perguntou como surgiu a seringa? Como alguém pode inventar um dispositivo capaz de injetar líquidos em nosso corpo sem causar grandes danos à nossa pele?

Então, hoje vamos apresentar a você a origem desse equipamento, que é um dos mais populares entre os agentes de saúde.

O surgimento da seringa

Blaise Pascal foi um físico, matemático, filósofo moralista e teólogo francês, que viveu no século XVII. Ele se interessou pela hidrostática – ramo da Física que estuda as características dos fluidos em repouso. Através dela, ele realizou várias experiências que comprovaram que existia o vácuo e também o peso do ar.

Apesar de ter feito o estudo por puro estudo técnico, através desses experimentos ele acabou inventando, no mesmo ano, a seringa.

No princípio, o dispositivo obviamente era muito rudimentar. Era constituído por uma caneta de pena anexada à bexiga de um animal de pequeno porte. Logo após a aplicação do dispositivo na pele, uma incisão teve que ser feita para tornar a veia acessível.

Houve também o experimento em um ser humano, cuja descrição em um relatório diz que o sujeito da experiência era o “servo delinquente de um embaixador estrangeiro”. Há indícios no documento de que a experiência não foi bem-sucedida.

Os avanços da seringa

Agulha de seringa

Já no século XIX (por volta de 1853), Alexander Wood, um escocês professor da Faculdade de Medicina de Edimburgo, criou a agulha oca. A principal função que ele encontrou para o dispositivo foi a aplicação de morfina mais próxima aos nervos associados a processos dolorosos.

Nesse mesmo ano, então, a seringa, como a conhecemos hoje, foi inventada pelo francês Charles Gabriel Pravaz. Ele a utilizou no desenvolvimento de estudos e para a injeção de medicamentos para cuidar da saúde.

Já em 1920, os canadenses Frederick Bantig, cirurgiâo, e Charles Best, estudante de medicina, utilizaram a seringa em várias experiências na Universidade de Toronto, que consistiam em retirar pâncreas de cachorros para produzir um “extrato de insulina” para proteger as células do pâncreas contra a diabetes.

E como está atualmente?

Ninguém discorda que a seringa é um dos principais instrumentos das equipes de enfermagem e tem papel fundamental na medicina e tratamentos profiláticos na população, né?

Com o avanço das técnicas médicas e da segurança envolvida nos procedimentos, as seringas se tornaram descartáveis, principalmente as agulhas. Essas foram responsáveis pela contaminação e propagação de várias doenças (e, infelizmente, ainda são, devido à negligência).

Atualmente, as seringas (chamadas de “seringa de segurança”) são produzidas em toda parte do mundo. Na China, por exemplo, há uma empresa fundada em 1982, chamada Sol-Millennium. Ela tornou-se referência na fabricação e distribuição de dispositivos médicos de segurança, entre elas, a seringa.

Bom, agora que você já sabe como surgiu a seringa, deixe nos comentários se você tem medo de tomar injeção! Seja sincero, hein?! 😁

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