Ferramenta que ajuda autistas no aprendizado

2 de abril é o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. A data foi criada em 2008 pela Organização das Nações Unidas. O objetivo é informar a população e levantar discussões sobre o Transtorno do Espectro Autista.

Neste ano, o tema definido pela ONU foi Tecnologias Assistivas e Participação Ativa.

“Quando nós falamos sobre o autismo, normalmente falamos sobre duas características principais, de acordo com DSM-5, que são as características de alteração na comunicação e na interação social e também uma alteração que ocorre no comportamento”, diz Viviane Guimarães, vice-presidente do Movimento Orgulho Autista Brasil (MOAB).

É para promover a autonomia dessas pessoas que as tecnologias assistivas são criadas, e o Projeto Participar, desenvolvido pela Universidade de Brasília, é um exemplo disso.

“A vertente principal do Projeto Participar é desenvolver softwares educacionais para pessoas com deficiência. No caso de softwares educacionais para autistas, nós temos que levantar requisitos junto aos professores especializados, visto que o software não pode depois servir apenas como um brinquedinho”, afirma o coordenador do Projeto Participar, Wilson Veneziano.

A ideia é utilizar equipamentos já presentes na vida de todos, como as telas, mas desta vez com foco diferente.

Objetivos

“O objetivo pedagógico tem que ser primoroso nesse sentido, evitando que o aluno utilize só como mais um instrumento para estereotipias, para brincadeiras, ou para que ele fique concentrado apenas naquela atividade.”, analisa Mara Rúbia Martins, psicopedagoga.

Veneziano diz também que há algumas temáticas que constam no currículo funcional do MEC, tais como o trabalho de expressões faciais, como de
sorriso, de choro e de raiva, por exemplo.

Ainda segundo Veneziano, outros produtos também disponíveis são para o trabalho de percepção visual, que é de grande importância no trabalho com autistas. Além disso, há também ambientação, que é um aprendizado para que o autista desenvolva sua autonomia e participe ativamente do convívio social em que a tecnologia é uma grande aliada para tomada de consciência.

“Então, quando nos pensamos numa tecnologia, precisamos principalmente conhecer para quem é voltada, porque só conhecendo essas características, sabendo que eles gostam, de como eles se comportam melhor, é que realmente poderá se adequar a tecnologia à necessidade de cada um.”, complementa Viviane Guimarães.

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